Nunca te esqueças de quem és!
Olha-te ao espelho todos os dias e reconhece na tua cara a justiça, a serenidade e a coragem. Na rua, levanta a cabeça com orgulho. Ainda que mais ninguém saiba, estarás lá para nos proteger a todos e, quando necessário, agirás, sem hesitação.
Nunca te esqueças de quem és porque, no dia seguinte, terás de olhar novamente o espelho e continuar a reconhecer na tua própria cara, a justiça, a serenidade e a coragem.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

JESUS não bate, JESUS ama: a diferença entre o cu e as calças


Antes de começar gostaria de pedir desculpa pela minha falta de capacidade intelectual para escrever as coisas de modo mais literário, sofisticado e sem recurso ao calão e expressões populares, mas this is who I am!
Comecemos então pelas Calças:
Cuida-se de saber se Jorge Jesus (ou um qualquer cidadão) agrediu um Polícia, representação legal do Estado e promotor da segurança pública, abrindo um precedente sem par na segurança das competições desportivas, ou se apenas foi o herói das massas, contra a opressão e “habitual” violência policial.
 
Claro que foi o herói das massas, é óbvio!
 
O eminente penalista, Professor Rui Pereira, no programa da CMTV de dia 24/09/13, à noite, veio esclarecer o mais estúpido dos cidadãos (eu) sobre o que são ofensas corporais tipificadas como crime (bater no polícia), dando como exemplo algumas competições desportivas – dizia então Rui Pereira – “o jogador que numa disputa de bola passa uma rasteira ao adversário propositadamente causando-lhe ferimentos não comete nenhum crime de ofensas corporais, embora seja proibido pelas regras desportivas” (cito aproximadamente…), acrescentando ainda – “o boxeur que troca murros com o seu adversário e que o agride abaixo da cintura, zona pélvica (acrescento meu), não comete nenhum crime de ofensas corporais, mas apenas viola as regras desportivas”.
 
Percebi eu então, o estúpido, que afinal Jesus, mesmo esbofeteando o polícia e dando-lhe palmadas no braço, não cometeu nenhum crime de ofensas corporais e, provavelmente, com o andar da carruagem, nem violou nenhuma regra desportiva.
 
Acrescentou ainda o penalista: “e temos que ver ainda a questão do dolo (intenção), saber se agiu com dolo ou mera negligência (sem intenção) ” – ai, e tal, eu tinha apenas intenção de ajudar o adepto, as bofetadas foram sem intenção…
Também o ilustre “judiciário”, Francisco Moita Flores, me esclareceu, um ou dois dias antes no mesmo programa, que “os polícias fazem mal em levarem esta questão (heroísmo do Jesus) para o lado criminal, isto porque estes polícias, que lidam com as claques, ocasionalmente levam uma bofetada ou um murro e isso faz parte da sua “obrigação” (condição) de polícia – levar nas trombas! (cito pouco aproximadamente…)
 
Acabemos no cu, para não me alongar mais:
 
Cuida-se de saber se o polícia agiu bem ou se deveria “comer e calar” (se fosse eu tudo teria sido diferente, pois tinha “respondido” ao heroísmo de Jesus com um belo dum bofetão nas trombas – embora JESUS tenha dito: “dá a outra face”).
 
Claro que deveria comer e calar, é óbvio!
 
Para um estúpido como eu, que não percebe nada de “jogos de influências”, “jogos de poder”, “interesses obscuros”, “altura de campanha eleitoral”, “rácios policiais nos estádios”, “politiquices desportivas” e afins, é que é difícil compreender o óbvio.
 
E o Ministro da Administração Interna, tão interessado em “moralizar” a segurança nos estádios, onde estava? Na bancada, ou no camarote VIP?
 
Nem piou, em defesa da sua tão grande bandeira – segurança nos estádios, e dos seus polícias.
 
Já não me lembrava: Estamos em campanha eleitoral! Todos os votos contam! Inclusive os dos Benfiquistas…
 
Quando eu tiver a Coragem dos políticos e a Isenção dos dirigentes desportivos e adeptos deixo de ser POLÍCIA !
 
E assim, sem nenhuma “moral”, acaba esta estória!

AF